COMO FAZER UM PE DE MEIA

Como se faz um pé de meia

por JOEL LOPES

Poupar. Meta esta palavra na cabeça. Os próximos anos vão ser de reeducação financeira para os portugueses e o léxico da economia familiar (ou pessoal) vai voltar a contar com um termo que já dele fez parte. A banca terá de ser encarada como um local onde se vai colocar algumas economias em vez de ser um poço sem fundo de crédito. Com um sistema de segurança social que ameaça não durar muitas décadas a hora de começar a poupar para a reforma começa na casa dos 20 anos. Aceita um par de dicas para fazer um pé de meia?

Há males que vêm por bem... ou que fazem bem a quem passa por eles. Estamos a braços com a maior crise económica nacional dos últimos trinta anos e não há mesmo forma de fazer de conta que nada se passa. Com um desemprego acima dos dez por cento, os cofres do Estado sofrem para pagar mais reformas, pensões, subsídios de desemprego & afins. Ninguém sabe ao certo se o modelo de Estado social à europeia é suportável numa economia pequena e estagnada como a portuguesa. Palavras de ordem e manifestações de rua não resolvem todos os problemas e cada um tem de perceber os próprios erros e emendar-se. Seja sincero: quantos euros «colocou de lado» nos últimos anos? Tem economias para uma situação imprevista? Se tem 30 anos e acha uma piada pensar no momento da reforma, fique com a ideia de que vamos ter de trabalhar mais anos para receber menos no momento de nos aposentarmos. E que se a população nacional continuar a encolher ao ritmo actual, o colapso é inevitável. Ou seja, pode até não haver um cêntimo para novos pensionistas daqui a três décadas. Convencido? Então prepare-se para alguns conselhos que lhe podem dar um pé de meia de algumas dezenas de milhares de euros quando chegar à idade da reforma.

Poupar dos 20 aos 60

Sim, leu bem. E agora passe uma vista de olhos pelo quadro «Dicas para ter um pé de meia quando se reformar». É óbvio que quem tem vinte e poucos anos pode ainda nem ter emprego ou apenas um part-time... Ora, nesta idade o papel dos pais ainda é relevante. Quem puder tem a possibilidade de optar por uma clássica conta poupança para os filhos, com uma maturidade de médio prazo - à volta de três anos. No momento em que os juros vencerem, é decidir se o dinheiro vai para nova poupança ou serve para ajudá-los a começar a vida - na entrada da compra de uma casa, na aquisição do primeiro carro ou noutras despesas com reflexo no futuro dos mais novos.

Aos 30, o caso muda de figura. Livres do ninho paterno e com independência financeira, os trintões têm de pensar em menos gadgets, menos férias, trocas de carro com menor frequência e vida social mais contida: cinquenta euros por mês aplicados na casa dos 30 representam um capital de seis mil euros ao fim de dez anos, sem contar com juros. E se os tiver aplicado num PPR, ainda obteve benefícios fiscais. Nada mau.

Na ternura dos 40, as contas já são diferentes. Os filhos na adolescência puxam mais pelo capital mas os hábitos de vida mudam. Para quem tem a vida profissional estabilizada e já tomou a opção relativamente à compra ou aluguer de habitação, sobra por vezes algum capital para o aforro. É hora de ter outra maturidade e contenção nos gastos com coisas mais supérfluas. Um parêntesis para os fumadores: uma opção de coragem pode passar pode deixar de fumar e investir o capital gasto em tabaco num instrumento de poupança. Nesta idade há também mais arrojo a aplicar algum capital de reserva numa espécie de última oportunidade de dar um salto na vida. Uns investem em pequenos negócios, outros escolhem a bolsa ou fundos de investimento com grau de risco relativamente elevado. Um conselho: coloque num pé de meia parte dos euros que estiverem de reserva. São mesmo para poupar e não para arriscar (ver caixa «Poupar ou Investir? Descubra as diferenças»). Além das contas poupança mais tradicionais e PPR, se o seu gestor de conta lhe sugerir produtos combinados como fundos mistos de acções e obrigações, tenha em consideração a eventual necessidade de uma mobilização antecipada e a perda de juros que daí pode resultar.

E é nos 50 que a prudência tem de ser maior porque as economias de uma vida podem desaparecer num ápice. É uma idade onde pode fazer poupanças maciças... ou não - se aparecem filhos, familiares e amigos a pedir-lhe dinheiro emprestado com a garantia verbal de devolverem. Ajudar quem para nós é importante é uma coisa. Colocar em causa o esforço de uma vida é outra. Se tiver a mínima dúvida quanto à capacidade de reaver o que emprestou, então não hesite em dizer que não. Os bancos podem emprestar, pedindo um juro mais elevado porque têm capacidade de suportar crédito malparado. Mas não terá outros vinte anos de vida activa pela frente para juntar de novo cinquenta ou cem mil euros. E faça um pacto consigo de não ceder ao canto da sereia das aplicações financeiras arrojadas. Um património de algumas dezenas de milhares de euros pode suscitar o convite do seu banco para investir num produto financeiro com uma taxa irrecusável. Lembre-se: grandes retornos, grandes riscos. Quando chegar aos 60, é hora de fazer contas ao que amealhou e programar um perfil de vida que lhe permita dormir descansado. A ordem não é para gozar o dinheiro poupado sem regras que, aliás, até pode continuar a ser aplicado em contas de poupança para reformados. Tenha também cuidado com os presentes a filhos e netos porque não sabe quantos anos vai durar e os cuidados de saúde que pode precisar. Faça uma gestão tranquila do património financeiro que tiver acumulado e sorria com a consciência do dever cumprido.

Poupar ou investir? Descubra as diferenças

São águas diferentes. Vamos por partes. Ao investir, está a correr um grau de risco que pode levá-lo a perder a totalidade do capital investido. O exemplo mais frequente é o das acções, que têm uma cotação de mercado variável em função de um conjunto de factores. Raros são os particulares com conhecimentos suficientes para aplicarem dinheiro e obterem rendibilidades elevadas a curto ou médio prazos. Nos tempos que correm a volatilidade (ou oscilação) dos mercados bolsistas é elevada e pode traduzir-se em ganhar dinheiro numa semana para perder tudo na outra. Em suma: quem quer poupar não deve colocar economias pessoais num activo do género mas antes escolher produtos financeiros com rendibilidades porventura menores mas estáveis e de retorno garantido como PPR ou contas de poupança. A menos que lhe sobre dinheiro além do que determinou para economias pessoais, evite a palavra risco. Os jogos bolsistas são para conhecedores e particulares com a carteira bem recheada. Brincar com dinheiro é pior do que brincar com o fogo...

 
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